“Giant” – 1956

Giant, de George Stevens, pretende ser um épico centrado na história da família Benedict e no seu rancho no Texas.

Digo pretende porque embora tenha alguns elementos do género falta-lhe algo importante: aquela sensação de peito cheio com que ficamos depois de ver, bem, depois de ver um Gone With The Wind, por exemplo. Mas não é por isso que é um filme mau – simplesmente debato a definição de épico. 

O filme começa com a visita de Jordan Benedict (Rock Hudson) à casa de família de Leslie (a belíssima Elizabeth Taylor) com o objectivo de comprar um cavalo para a sua vasta propriedade no Texas. Claro que, ao ver Leslie, se torna óbvio que não é só o cavalo que vai com ele para o Texas. O par casa-se em Washington e parte logo para Benedict, onde se situa o núcleo administrativo do rancho. Para Leslie, rapariga moderna do Este verde, é um grande choque chegar à aridez do Texas e habituar-se aos costumes rústicos da família mas, eventualmente, consegue fazê-lo, criando um lar estável e baseado na profunda relação de cumplicidade e amor que tem com o marido. Importante também é Jett Rink (James Dean), empregado do rancho, que por motivos que não vou revelar porque o meu partner in crime ainda não viu o filme, se vê a braços com um pedaço de terra que lhe dá mais do que era esperado. O filme segue assim a vida destes três personagens: a sua relativa juventude, o amadurecimento e a velhice e a forma como se adaptam às vicissitudes da vida. Só isso.

O grande (heh) problema do filme é que se prolonga demasiado. Com uns pequenos cortes aqui e ali a história conseguia ser na mesma consistente sem alterar rumos de personagens nem nada. Mas, de resto, entretém. Não é um filme que ambicione muito, estabelece o seu propósito como história de família logo de início. A nível de representações, Elizabeth Taylor é, naturalmente, excelente, suave, lindíssima e gostei muito, muito mais de ver Rock Hudson aqui do que em All That Heaven Allows: é uma representação mais suave, com mais charme embora também se tenha que ter em conta que o tipo de personagem é muito diferente. Também gostei muito da cumplicidade entre Hudson e Taylor que, como se sabe, eram muito amigos na vida real. Foi algo que transpareceu para o ecrã e deu muita credibilidade e doçura à relação de Leslie e Jordan. E quanto a James Dean? Foi o primeiro filme que vi com ele e gostei. Estava bem dentro do personagem mas fico à espera de o ver em East of Eden e Rebel Without a Cause nos quais creio que está mais dentro do seu elemento. Contudo não deixa de ser triste que este tenha sido o seu último filme.

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