“Ripper Street” – 2012

Os ingleses são realmente mestres no que toca a séries de televisão (e filmes e literatura mas não vamos por aí, OK?). Depois de ter ficado parva com a qualidade de Broadchurch, sobre o qual ainda não escrevi porque há muito pouco de mau a dizer, decidi experimentar Ripper Street num acesso de vontade de ver mais coisas com o Matthew MacFadyen. E fiquei maravilhada porque a série tem tudo, tudo, para eu gostar.

A começar pelo setting: época vitoriana. Mas não uma altura qualquer: a série começa seis meses depois dos ataques de Jack, o Estripador, e foca-se na divisão policial que esteve encarregue do caso e, como é mais que sabido, falhou em apanhar o culpado. Vimos assim como uma esquadra formada para um único propósito se ergue das cinzas e tenta estabelecer algum respeito no complicado bairro de Whitechapel após ter falhado os seus cidadãos. O personagem principal é Edmund Reid – Matthew MacFadyen – e sim, Reid existiu mesmo. Também temos alguns snippets do inspector Abberline, outro dos principais personagens do episódio do Estripador. Cada episódio trás um caso diferente que, de uma forma ou de outra, contribuem para um espectacular desenvolvimento de personagem. A representação é excelente: tirando MacFadyen conta com Jerome Flynn (o Bronn de Game of Thrones) e Adam Rotherberg como um ex-Pinkerton com demasiados segredos. A série aborda ainda os desenvolvimentos e acontecimentos da época, o que para mim foi delicioso: há uma pequena conversa sobre o metro de Londres, que está na altura a chegar a Whitechapele o foco no avanço dos métodos forenses é excelente. Aliás, o próprio Reid foi um dos primeiros aeronautas, facto que espero que seja focado na segunda temporada. E até há um episódio com cenas num manicómio e que fala de lobotomias.

Claro que há aqui muita ficção. Quando vamos ver as datas dos acontecimentos retratados pela série há muitas incongruências. Mas o que é que isso interessa quando o produto final é bom? É como li no outro dia numa crítica a The White Queen: foge um bocadinho à história mas é uma série de televisão, tem que ter o seu q.b. de drama. Portanto vejam. Se gostam da época vitoriana e das histórias sórdidas do bairro de Whitechapel é uma série a não perder. E são só oito episódios! Estão à espera de quê?!

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