Apanhado de filmes

Agora que o meu HP deu a alma ao criador – temporariamente, esperemos que os senhores da fábrica lhe dêem mais uns aninhos de vida – dei por mim sem razões para não ver os filmes que tinha guardados no disco. E, acreditem, este disco tem andado viajado. Comecei a razia no Domingo. Aqui ficam opiniões sobre os poucos filmes que já “despachei”.

O meu interesse neste filme foi fruto da minha relação amor-ódio com a Amy Adams. Acho-a uma actriz extremamente boa quando quer mas ultimamente parece ter escolhido os papéis mais sem sal disponíveis em Hollywood. Resolvi remediar isso com o visionamento do filme que lhe deu a nomeação para melhor actriz secundária. Ela é, sem sombra de dúvida, a alma de todo o filme. Este traz-nos a história de uma família sulista algo disfuncional com um pequeno twist: não há desenvolvimento de personagens e, sinceramente, nem é necessário. Conhecemo-los através dos olhos da esposa do filho mais velho George e dizemos-lhes adeus quando o casal parte. Nem mais, nem menos. Ficamos cientes de alguns porquês das instáveis relações entre eles mas o filme não oferece uma justificação, um closure, um “ela é assim porque isto assim assim”. Não, ela é assim porque a personagem através da qual a conhecemos a vê assim e ponto final. Também foi uma excelente surpresa ver o rapaz do The O.C. num registo mais sério e exigente.

Gosto da Amanda Seyfried, admito. Acho que é uma rapariga com um enorme potencial e tento sempre ver os novos filmes que vão saindo com ela (até arranjei paciência para o terrível Gone e o ligeiramente chato In Time – embora o meu principal interesse aí fosse o Cillian Murphy, mas adiante). E ajudou não saber rigorosamente nada sobre a Linda Lovelace. Fiquei a saber? Mais ou menos. Fiquei com uma ideia. O filme é um biopic que não foge à regra, não apresenta fórmulas novas. Os actores estão bem os seus papéis e sim, ficamos com uma ligeira ideia do que terá sido a vida de Lovelace no período do Deep Throat. Mas depois vamos ler a biografia na Wikipedia e damos conta que o filme tem mais inconsistências que o Braveheart (OK, talvez não tantas). Datas trocadas, pontos de vista biased, por aí em diante. Mas não é um filme mau! É só um filme que não traz nada de novo ao género e que, para variar, mostra a personagem principal como uma pobre vítima quando, após alguma leitura sobre o assunto, se vê que algumas coisas não batem certo.

Mau, horrível, chato, Julianne Moore o que é que te deu? Li uma crítica que dizia que o artigo na Wikipedia sobre a personagem principal era mais interessante que o filme. Concordo. Que coisa penosa. Ainda para mais com o Eddie Redmayne, actor que pura e simplesmente não suporto. Está sempre com cara de gozo.

Este foi o de hoje. Foi uma surpresa! Há algum tempo que não via um filme britânico que me enchesse tanto as medidas. A última tentativa foi o Hunky Dory e valha-me Deus, só se aproveitou o Aneurin Barnard a cantar David Bowie. Portanto foi com bastante agrado que terminei este Submarine, que trata da história de um rapaz de quinze anos dividido entre salvar a relação com o seu primeiro amor ou o casamento dos pais. Cómico, emocionante, realista. Recomendo vivamente a quem gosta do género! E tem uma banda-sonora espectacular, com contribuições de Alex Turner dos Arctic Monkeys.

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