“The Last Days of Anne Boleyn” – 2013

Este artigo vai ser muito pequeno.

O documentário é de apenas um episódio de uma hora e fala, como o nome indica, dos últimos dias da segunda esposa de Henry VIII. Foca-se sobretudo nos motivos que levaram à sua execução e na exploração das várias teorias existentes. Conta com participações de Hillary Mantel (Wolf Hall, Bring Up The Bodies), Alison Weir (demasiados para escrever aqui), uma senhora nova de quem gostei bastante chamada Suzannah Lipscombe e a infame Philippa Gregory.  Também aparece um senhor de quem gostei imenso mas cujo nome agora não me ocorre. David Starkey? Also assim.

Pessoalmente não sou nada fã da Anne Boleyn. Sei pouquíssimo sobre ela para além do que é lugar-comum mas a opinião que tenho é de que era uma mulher extremamente arrogante e ambiciosa. E este documentário tem a grande vantagem de nunca a vitimizar. Algumas historiadoras simpatizam com a sua história mas nenhuma delas pensa que o que aconteceu não foi, em parte, por culpa das suas acções. Pode ter sido uma mulher do seu tempo e pode ter sido vítima de acusações injustas (tenho particularmente dúvidas quanto à de incesto). E acredito, sim, que foi alvo de conspirações por parte de Cromwell, inventadas a mando ou não de Henry que já estava de olho na Jane Seymour. Mas não tenho dúvidas nenhumas de que Anne muito provavelmente seduzia homens fora do casamento e, nalgumas ocasiões, possa ter conspirado com eles. Mesmo que fosse conversa por conversa. Lá está, não tenho conhecimentos para o afirmar, mas é a ideia que tenho dela.

O que é certo é que ficou sem cabeça, o que foi um outcome giro para tudo o que Henry fez para conseguir casar com ela. Na mentalidade da época, quase podia ser considerado uma espécie de castigo divino. Ai queres-te divorciar da Catherine e ser chefe da Igreja Anglicana? Então toma, agora a tua mulher vai ter um aborto de um miúdo mal-formado e vai-te fazer a vida negra por ser inteligente, nariz empinado e ambiciosa. Não admira que todas as outras tenham sido submissas e que, quando apareceu outra que lhe pudesse ter feito frente (Anne of Cléves), a coisa tenha corrido mal.

Recomendo o documentário, sobretudo pelos comentários da Hillary Mantel. Que senhora adorável e inteligente.

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