Filmes portugueses há muitos!

Allô Allô! Não, não é A Menina da Rádio, “nem a traidora da franja”. Também não é A Severa, nem mesmo a Maria Papoila!

Estreia nacional de Ana Ribeiro nos The Misfits and the Losers! Tive grande prazer em aceitar o convite para participar neste excelente blogue. Estudante de Tradução (último ano, thank God!), aspirante a escritora de best-sellers e film enthusiast, estou pronta para vingar neste blog business! Primeiramente, desejo agradecer à minha estimada colega pela minha inclusão neste simpático blog e espero que ela não se arrependa da escolha que fez!🙂

O assunto que me traz aqui hoje é nada mais, nada menos do que Filmes Portugueses! Ah, mas desenganem-se! Não vos venho falar daquelas badalhoquices com a Soraia Chaves, que até esteve muito bem no papel de prostituta Maria dos Prazeres (nome adequadíssimo) em “As Linhas de Wellington”! Não, não, não! Nada disso!

Venho falar-vos de Filmes Portugueses do tempo dos Afonsinhos! São filmes normalmente realizados durante do Estado Novo (a preto e branco), sem grandes efeitos especiais, a banda sonora é Fado e pelo menos uma das personagens é extremamente desastrada. Normalmente, a juventude de hoje não acha muita piada ao Vasquinho e o seu “CHAPÉUS HÁ MUITOS, MEU PALERMA!”, mas temos de admitir, foram estes filmes que fizeram a época dourada do Cinema Português e a seu esquecimento talvez tenha contribuído para o declínio da nossa tradição naquilo que conhecemos hoje no mundo do Cinema Nacional.

Vi a maior parte deles e uns são muito bem escritos, piadas refinadas ao estilo de época, música mais do que adequada e uma montagem boa tendo em conta que eram feitas juntando as fitinhas de níquel e colando-as umas à outras.

Não posso falar nestes filmes sem mencionar grandes nomes como João Bastos (realizador), Cottinelli Telmo (realizador e arquitecto – conheço uma familiar dele, uma óptima Professora de Inglês), Leitão de Barros (realizador), Arthur Duarte (realizador também), Beatriz Costa (dispensa apresentações), António Silva (idem), Vasco Santana (ou Vasquinho para os amigos), Maria Eugénia, Teresa Casal  (a.k.a Cana Rachada :D), Ribeirinho (não é meu primo, não senhor, mas é um bom actor), Maria Matos e muitos mais.

Let’s face it! Muitos que dizem que não gostam de espinafres, na verdade nunca os provaram. A mesma coisa acontece com os filmes portugueses. Os comentários inteligentes de gente que nunca gastou um décimo de dioptria a ver um destes filmes e a apreciá-los, não pode ter uma opinião sobre eles e por conseguinte, não terá argumentos que suportem as idióticas observações que tenho ouvido.

Portanto, em qualidade de assídua espectadora deste tipo de filme, vim apresentar-vos as melhores maneiras de se passar a tarde, no sofá, na cama, no chão, em cima da mesa, onde quiserem… (dirty minds!).

Apresento-vos, por agora uma sugestão:

“A Canção de Lisboa”, realização e guião assinados por  Cottinelli Telmo, produzido pela Tobis Portuguesa e estreado a 7 de Novembro 1933 no Sãon Luiz conta a história de Vasquinho (Vasco Santana), estudante de medicina que sobrevive na capital à custa da mesada das tias de Trás-os-Montes que nunca vieram a Lisboa e que o consideram um aluno exemplar. Contudo, o baldas está a borrifar-se paras as aulas e quer é retiros e arraiais, cantigas populares e mulheres bonitas. O pior dá-se quando as Tias de Trás-os-Montes lhe mandam uma carta a dizer que o vêm visitar.

Do restante elenco fazem parte os actores:

António Silva

Beatriz Costa

Alfredo Silva

Ana Maria

Artur Rodrigues

Coralia Escobar

Eduardo Fernandes

Elvira Coutinho

Fernanda Campos

Francisco Costa

Henrique Alves

Ivone Fernandes

José Victor

Júlia da Assunção

Manoel de Oliveira (sim, sim, o velhote de 100 anos que ainda anda aí fresco que nem uma alface a fazer filmes)

Manuel Santos Carvalho

Maria Albertina

Maria da Luz

Silvestre Alegrim

Sofia Santos

Teresa Gomes

e Zizi Cosme.

É um filme fácil de encontrar, a edição mais recente inclui mais 3 minutos de filme e o som restaurado o que é ÓPTIMO! Portanto, provem espinafres! Não vos garanto que fiquem como o Popeye, mas ao menos experimentem porque vale a pena, sempre passam mais uns minutos com os vossos velhotes e ficam mais informados sobre o que era Portugal e o que é realmente o Cinema Português de então.

Despeço-me, por agora, com um excerto:


Bom filme!

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