“The Man In The High Castle” – Philip K. Dick

Comecei com este livro um desafio que apanhei no fabuloso (denotar ironia) site BuzzFeed. É uma lista das “melhores” obras de fantasia e ficção científica. Ora, eu sou uma leitora muito verde deste género e tinha que começar por algum lado. Como a lista teve a aprovação oficial da minha querida amiga – e sci-fi fan extraordinaire – Nancy Saldaña, resolvi arregaçar as mangas e começar. Infelizmente acho que comecei logo pelo melhor.

Enfim. Fica o desafio: como falar deste livro sem estragar a experiência a quem nunca o leu?

Em The Man in the High Castle, Dick foge um pouco às suas visões distópicas tradicionais. Aqui não existem carros a voar nem devices como os que se podem ver em Do Androids Dream of Electric Sheep. O que Dick aqui cria é uma distopia pura e crua, sem artifícios.

A premissa é logo extremamente interessante: como seria o mundo se os Aliados tivessem perdido a guerra? Resposta: os Estados Unidos passariam a estar divididos entre controlo Japonês e controlo Nazi, a Europa inteira território Nazi e a África alvo de um genocídio brutal. O que Dick faz é criar personagens extramente simples que tentam viver nesta nova ordem. E é através delas que nos são revelados os podres do sistema, as desilusões, a perda de fé. O homem no castelo alto é o fio condutor que une estas personagens devido ao livro que publicou, The Grasshopper Lies Heavy. Todas as personagens tem acesso a este livro que foi fortemente banido pelos Nazis e Japoneses. O que nos diz o livro, então? Que os Aliados, de facto, ganharam a guerra. Uns personagens pensam que os escritos são apenas ideias de um doido mas outros, como Juliana Frink, querem levá-las mais além. Conhece o autor do livro e as respostas que recebe deixam-na desiludida mas com um resquício de esperança: será que, num mundo paralelo  a este, os Aliados realmente conseguiram vencer? Será este nosso mundo um mundo alternativo de outro mundo?

É complicado, é. Mas o que resta é que é um exercício fabuloso ver como pessoas simples se adaptam ao regime totalitário. E deixa muito em aberto, como se pode ver pelo último capítulo.

Isto não fez sentido nenhum porque não estou com capacidade para escrever agora por outros motivos. Mas leiam-no. É super inteligente e comovedor.

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