“Carrie” – 2013

Acabei agora de ver o remake de uma das minhas histórias favoritas. Um remake que acho desnecessário mas que aguardava com alguma expectativa.

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Este poster está genial. Adiante.

Não conheço o livro do Stephen King mas vi a versão do Brian dePalma e adorei. Não vejo Carrie como uma história de terror, como quase toda a gente insiste em dizer que é. Para mim, Carrie é um hino àqueles de nós que fomos humilhados na adolescência, uma espécie de oferenda de gratificação imaginária. Porque é impossível não sorrir quando ela perde noção do que está a fazer. Até torcemos por ela. A história é conhecida de todos: Carrie White, filha de uma fanática religiosa – maravilhosamente retratada nesta versão por Julianne Moore – é a rapariga esquisita da escola, que se torna alvo de todas as atenções quando, um dia, nos balneários, lhe vem o período e ela reage de forma histérica. A nova versão aproveitou-se das novas tecnologias não disponíveis no tempo de dePalma para tornar essa humilhação mais pungente. Algumas colegas são suspensas devido a isso e planeiam vingar-se. Ao mesmo tempo, Sue, uma típica girl next door, não consegue deixar de sentir compaixão pela situação de Carrie e tenta dar-lhe um momento de sonho ao pedir ao namorado que a convide para o baile de finalistas.

Como já referi, o remake era desnecessário. A versão original tem todos os elementos necessários e conta com uma espectacular e angelical Sissy Spacek. Mas esta versão não deturpa o original. É um remake inocente, uma história de bullying nos dias de hoje, bem realizado e com uma Chloe Moretz no seu melhor papel até à data. Portanto vou escrever uma grande calamidade: o original é mais simbólico mas se preferirem ver esta versão não perdem o núcleo da história. Talvez este se debruce mais sobre a relação mãe-filha, mas é apenas isso. A idade da Chloe também está mais perto da idade original da Carrie, o que ajuda bastante.

E é aquela gratificação. Quem me dera, aos treze anos, ter os poderes da Carrie e fazer exactamente o que ela fez. Se algum dia lerem isto, meus filhos da mãe, imaginei as vossas caras esmagadas contra o vidro do carro. E desejei que também ardessem. E que a vossa vida hoje seja um inferno.

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