The Victoria Letters – H. Rappaport/D. Goodwin

I’m a bit conflicted about this, to be honest.

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As can be told by the jacket design, this is the official companion to the good-but-not-amazing ITV series Victoria. It came out just as the first season ended and, being me and an avid fan of Victoria’s early life and her romance with Albert I instantly pre-ordered it, seduced by the title. I knew there were many publications collecting the Queen’s letters but I hoped this book, aiming as it is at a wider, non-academic audience, would condense them and make a careful selection. It does that – but does it a bit too much.

This should be called Excerpts from Victoria’s Journals with Quotations Taken From Her Letters: A Concise Guide for the Historical Illiterate. The letters are few and very shortened. The journal excerpts are more abundant, but still not very surprising – with perhaps an exception to the two curious references to future Portuguese monarchs and the occasional anecdote or fact. I didn’t know, for instance, that Albert was delivered by the same midwife that delivered Victoria three months earlier. Which makes the fangirl in me believe that it was FATE, OKAY?!

Anyway, the book’s main text by author Helen Rappaport is extremely informative to those who aren’t familiar with Victoria’s life. It’s a very good introduction but those of us who know a bit more finish reading it wishing it went a little further. Also, the way it ends feels rushed. It has a proper introduction, but it ends abruptly with a brief reference to a possible second season, which has since then been confirmed. The Behind the Scenes section is interesting, but it also ends aprubtly. It reads like “sets-costumes-hair-bam-bam-bam-done”. I like my non-fiction books to be fully rounded.

It is, however, a beautifully constructed book with plenty of photographs from the series and scans of 19th century prints. Again, I recommend it if you’re a Victorian era enthusiast or if you’re curious about learning more about Victoria’s early life. I also recommend it as a collection piece, as a companion piece, something to look good on the shelf. But it fails to go a bit further and the title is misleading.

“Wide Sargasso Sea” – Jean Rhys

Continuando o tópico anterior. Não há melhor exemplo do carácter de Mr. Rochester do que o ficcionado por Jean Rhys em Wide Sargasso Sea. O tema principal é a procura de uma identidade fixa e como a perda desse objectivo pode levar à loucura. Antoinette não é branca nem negra, é crioula. Este facto põem-na em situações de confronto com os habitantes brancos e negros de Spanish Town fazendo-a sentir-se sem lugar, sem um conjunto de valores fixos que a ajudem a crescer. Eventualmente vai-se identificando mais com o lado negro da cidade mas mesmo esse lado, onde ela julgava ser aceite, a rejeita na infância. A própria mãe corta quaisquer relações com ela após a morte do filho favorito num incêndio – aqui temos, novamente, o fogo – e Antoinette tem que aprender a crescer sozinha num ambiente hostil apenas com Christophine, a criada negra, como apoio. Entra Rochester e a sua proposta de casamento pouco credível. Em Jane Eyre é referido que Rochester foi forçado a casar-se com Antoinette por causa da sua fortuna, uma vez que o estado financeiro dos Fairfax estava de mal a pior. Portanto era uma união que, à partida, estava destinada a falhar. Os dois acabam por ter uma relação puramente carnal: a estranheza da cor da pele de Antoinette excita Rochester, fá-lo sentir fome pelo exótico. Mas apenas isso. Não há amor. E começa então uma guerra de códigos morais e valores culturais que acabam por levar Antoinette à loucura. Rochester quer moldá-la ao típico ideal inglês. Antoinette é uma rapariga profundamente ligada à sua terra, aos seus costumes e Rochester sente repulsa por eles. Acha-os bárbaros (aqui podemos ver também explícito o medo que a sociedade vitoriana tinha do outro, do desconhecido, medo esse que foi expresso em romances de Stevenson e Stoker). Rochester chega ao ponto de a começar a chamar de Bertha por ser um nome tipicamente inglês. Antoinette grita-lhe vezes sem conta que o seu nome é Antoinette e não Bertha, que é Antoinette quem ela é mas sem sucesso. Antoinette começa então a beber ao mesmo tempo que Rochester descobre que a sua sogra ficou demente após a morte do filho. Rochester começa a ligar os pontos e a empurrar Antoinette cada vez mais para o percepício. Acaba por traí-la com uma criada negra à vista de Antoinette. E o resto é sabido: Antoinette, a criança que nunca teve onde se agarrar, que viveu através dos códigos e tradições de uma criada negra que a adoptou como sua filha é mais uma vez rejeitada pelo homem que pensa amar e, sobretudo, traída com uma das raças que a humilhara na infância. E a mente colapsa.

A insanidade genética é uma opção viável tendo em conta a mãe de Antoinette. Pode-se dizer que Antoinette herdou um espírito violento, obsessivo e possessivo, quase animalesco. Mas nada isenta Rochester pois foi ele que pegou nessas fraquezas genéticas as exponenciou. Ele negou a Antoinette uma identidade impondo-lhe outra, outra completamente alienígena para Antoinette. Ela nunca teve uma hipótese de formar o seu carácter, nunca. Se era louca? Era. Mas Rochester ajudou. Ajudou imenso.

Tudo isto aliado ao que escrevi sobre Mr. Rochester no texto anterior dá para ter uma imagem clara do carácter deste homem. Misógino. Egoísta. Britânico que não consegue ceder e adoptar outros costumes e estilos de vida que não os seus. Quando Rochester começa a interagir com Jane há uma ligeira mudança de carácter mas a misoginia e o egoísmo continuam lá, particularmente quando lhe propõe uma vida desonrada a seu lado. Acredito que Rochester tenha amado Jane à sua maneira e, no final do livro, tenho a certeza indubitavel que a ama. Jane representa para ele a esperança da felicidade que lhe foi roubada através da loucura de Antoinette. Mas, bem vistas as coisas, não foi ele o responsável por essa loucura?

É. Quanto ao livro em si, não gostei nem desgostei. Mas adoro pensar em Wide Sargasso SeaJane Eyre como um só e ver como Rochester progride de um para outro.

I </3 Mr. Rochester

Acabei agora de rever a adaptação de 2011 de Jane Eyre, por Cary Fukunaga e apercebi-me o quão bom foi ter estudado a obra a fundo durante a minha estadia em Glasgow. Já a tinha lido antes – quem me conhece sabe que os meus joelhos tremem quando se fala de literatura da era Vitoriana. Mas estudá-la daquela forma, ler diversos artigos com diferentes pontos de vista, conseguiu fazer-me ver as coisas de outra perspectiva. E, infelizmente, não é uma boa perspectiva. Quando era pequena e vi, pela primeira vez, a adaptação com William Hurt e Charlotte Gainsbourg achei que faltava sentimento à história mas vi o Mr. Rochester como o típico galã Darcy-esco, o herói romântico ultra-desejado por toda a mulher. Encarava este tipo de história com normalidade e julgava que seguiam uma fórmula fixa: rapariga com inteligência fora do comum conhece homem atraente com quem consegue ter conversas com conteúdo, apaixonam-se, aparece um obstáculo, o obstáculo é ultrapassado e final feliz para todos. De facto, Jane Eyre parece obedecer a esta fórmula mas aí é que está o busílis: parece. E foi preciso crescer e ler o livro duas vezes com lápis na mão para lá chegar.

Porque Mr. Rochester não é, de todo, o herói romântico ultra-desejado. É um produto do seu tempo, é certo, com a sua camisa branca de colarinho desapertado e frases demasiado dramáticas para seu próprio bem. Mas é misógino e egoísta. E ainda me choca como uma rapariga como Jane, com a cabeça no sítio, se apaixonou por tal criatura. Certo é que nunca se deixou manipular e fez sempre o que julgava ser certo, por mais difícil que esse caminho fosse. Mas há tantas instâncias no livro que mostram que são dois seres que pouco ou nada têm a ver um com o outro. A mais gritante é o episódio da compra de prendas de casamento, no qual Rochester manifesta a sua intenção de fazer chover sobre Jane tudo o que é luxo, vesti-la com requinte, dar-lhe jóias caras. Jane chega mesmo a fazer a comparação à mulher de um sultão e nega-se a aceitar toda aquela objectificação. Mas pistas como estas há muitas e Jane continua a seguir o seu coração em vez da sua cabeça – um erro que a educação em Lowood falhou em colmatar. E o que dizer de um homem que sabe perfeitamente que não é livre de escolher o que quer e que, mesmo assim, pede outra mulher em casamento? Duvido seriamente que Rochester alguma vez tenha amado genuinamente Jane – isto é, antes do incêndio. Porque quando se ama alguém não se sujeita essa pessoa a uma situação sem honra, a uma situação que pouco ou nada tem a ver com o carácter que tanto admiramos. E ser amante de alguém ia contra tudo aquilo em que Jane acreditava, e Rochester tinha que o saber. Mas continuou com a mentira. E ainda tentou persuadir Jane a ficar.

O que me revolta é o regresso de Jane. Compreendo a paixão, compreendo o forte sentimento que nos une ao primeiro homem por quem sentimos algo mas pensem assim: Jane não tinha maneira de saber do incêndio. Não tinha maneira de saber que Bertha se tinha suicidado e que Rochester estava livre estando, assim, o seu caminho para a felicidade desimpedido. Por isso posso concluir com todo à vontade que o regresso de Jane significa uma negação de si mesma, uma pré-disposição de deitar fora tudo aquilo em que acredita e tudo o que lutou para ser (uma mulher independente, racional, não propensa a paixões violentas) por causa de um homem que lhe propôs viver uma vida humilhante. O desenrolar dos eventos é, no mínimo, conveniente. Nenhum carácter sai lesado e Rochester ainda acaba por ser visto com bons olhos: a sua cegueira significa uma final aceitação de Jane tal como ela é, agora que só lhe consegue ver o espírito. Não me convence. Jane não devia ter voltado. Não devia ter casado com St. John Rivers de maneira nenhuma, mas não devia ter voltado. O respeito ganha-se. Sim, há momentos de fraqueza em que apetece mandar tudo o que construímos ao ar para estarmos com aquela pessoa que nos faz sentir um fogo no peito mas o fogo desaparece. O auto-respeito não.

Tenho que reler o livro assim que me for possível, agora com um lápis de cor diferente. Por cada vez que Rochester for uma besta, faço um sublinhado. Vou ter o livro todo de uma cor, mais tarde ou mais cedo. Mas vá, convenhamos que no caso concreto do filme de 2011 até dava uns beijinhos ao Fassbender.

Nota: Recomendo vivamente a leitura deste artigo: The Sultan and The Slave: Feminist Orientalism and the Structure of Jane Eyre. Tem algumas ideias bastante far-fetched e nota-se um carinho especial por Bertha – ainda tenho que escrever sobre a Bertha e o Wide Sargasso Sea – mas tem um ponto de vista muito, muito interessante. Leiam!

“Persuasion” – 2007

Falei neste telefilme da ITV no artigo que escrevi sobre o medíocre Whitechapel por ter como protagonista o mesmo actor: Rupert Penry-Jones. Agora vou-me debruçar sobre ele com um bocadinho mais de atenção, quiçá fanatismo.

Para quem não sabe, o filme baseia-se na obra de Jane Austen publicada postumamente em 1818. E é uma história que tento muitas vezes ignorar que existe. Porquê? Porque fala de amor sofrido e de segundas oportunidades. Anne Elliot, protagonizada pela espectacular Sally Hawkins, é a filha do meio da ex-proeminente família Elliot, que se vê obrigada a alugar a sua enorme casa para pagar dívidas. Os inquilinos são Mr. e Mrs. Croft, esta irmã de Frederick Wentworth. E quem é Frederick Wentworth? É um oficial da marinha que, anos antes, se tinha apaixonado e pedido Anne em casamento apenas para ser recusado – Anne fora influenciada pela família a não casar com um homem que não tinha hipótese de alguma vez ter um estilo de vida estável, por mais apaixonada que estivesse. Portanto, o destino volta a pôr Wentworth e Anne a poucos metros de distância. Há culpa da parte dela, ressentimento da parte dele. Wentworth não perde uma oportunidade de mostrar a Anne o quão ficou magoado e o quão deseja que o próximo interesse amoroso seja uma mulher de opinião firme, que não seja facilmente influenciável. Mas as memórias de tempos felizes falam mais alto. Anne sofre em silêncio ao ver Wentworth aparentemente indiferente, mas Wentworth também está perturbado pela presença de Anne. E o resto é história.

Persuasion é, na minha opinião, o romance mais adulto e pessoal de Jane Austen. Nele não só notamos uma crítica social mais amarga e incisiva do que o habitual mas conseguimos salientar também os desejos de uma mulher que viveu isolada, que dedicou os seus dias à família mais próxima e que também se viu forçada a recusar a sua hipótese de felicidade por influência familiar. Gosto de pensar que Austen escreveu Persuasion como uma espécie de expiação à la Briony Tallis: uma expiação que não atenua o sofrimento de ninguém a não ser o da pessoa que causou a sua própria desgraça. Aliás, a comparação com a Briony é ligeiramente infeliz porque a Briony é simplesmente estúpida e egoísta mas adiante. Imagino Austen a escrever o reencontro de Anne e Wentworth a sonhar com uma segunda oportunidade com o seu Tom Lefroy, a escrever os diálogos finais como algo que tivesse pensado e ensaiado dizer a Tom se um dia ele regressasse. Posso ser demasiado sentimental e posso estar a ler demasiado na história mas, no final de contas, sou uma estudante de literatura. Cabe-me ser far fetched – até é quase uma obrigação.

Portanto tento sempre evitar aproximar-me da história. É demasiado emocionante até porque todos nós fizemos algo de que nos arrependemos no amor. Não que se tivéssemos feito o correcto fosse garantia de um final feliz – nunca nada o é – mas a ideia de uma segunda oportunidade, uma oportunidade real, para dizer as coisas certas e ter uma hipótese genuína de estar com quem gostamos é algo que desde adolescente me amolece o meu coração empedernido.

“Rainhas que o povo amou: Estefânia de Hohenzollern” – Maria Antónia Lopes

O meu interesse no reinado de D. Pedro V deve ter nascido, mais coisa menos coisa, quando andava no quinto ano. Lembro-me de estar a folhear um livro em casa da minha avó sobre personalidades portuguesas, ver um quadro dele e ter pensado que ali estava um senhor bastante fofinho. Com o passar do tempo, à medida que ia lendo mais sobre ele, mais me apercebia que não era fofinho de todo mas sim ligeiramente como eu: tímido, introvertido, sorumbático, que retirava mais prazer da sua solidão do que no convívio com outras pessoas (embora aqui haja uma pequena diferença mas este não é o sítio para discutir isso). Há uns anos, a Círculo de Leitores lançou uma colecção de biografias de rainhas de Portugal e, num desses volumes, partilhado com a biografia de D. Maria Pia de Sabóia, vinha a rainha D. Estefânia, mulher de D. Pedro V. Encomendei sem hesitar e, quando chegou, pu-lo na estante e nunca mais lhe peguei.

Que é uma coisa que tendo muito a fazer. Adiante.

Peguei nele na passada semana. Após batalhar com o novo acordo ortográfico (tive que reler a frase “a rainha teve uma receção” duas vezes, ainda pensei que estivesse doente ou qualquer coisa) descobri uma biografia sucinta – pudera, coitada – e isenta de detalhes supérfluos. Ou seja, precisamente o tipo de biografia que gosto de ler. A autora nunca, ou muito raramente, se dá ao luxo de tecer comentários pessoais. As afirmações que faz são excelentemente refutadas por citações retiradas de diários e cartas de pessoas que testemunharam os acontecimentos. Fica-se com uma ideia algo diferente do mito que rodeia D. Estefânia e conhece-se melhor o carácter de D. Pedro V, destruindo também algum do mito de “rei santo” que lhe é associado. Portanto, gostei. E é uma leitura curta – cerca de noventa páginas. A maior parte do livro é dedicada, como já referi, a Maria Pia de Sabóia, esposa de D. Luís I, o rei banana.

Recomendo se tiverem interesse neste período da história do nosso país e apenas nesse caso. Não vale a pena gastar dinheiro por noventa páginas de outro modo. Mas, pelo amor de Deus, se realmente querem saber mais sobre D. Estefânia leiam este em vez daquele que foi publicado recentemente (D. Estefânia – Um Trágico Amor) que aparentemente estica a história por duzentas e oito páginas e deve ter o mesmo requinte literário de uma biografia escrita por Isabel Stilwell. Ou pior.

Excursões literárias – Haworth

Haworth, vila aninhada no Yorkshire, é conhecida por ser o sítio onde as irmãs Brontë viviam. Como tal e como admiradora semi-obsessiva da Emily Brontë não podia deixar passar esta oportunidade. E é aqui tão… bem, relativamente pertinho!  A aldeia é realmente pequena e espalha-se pelo vale. Tem um pequeno aglomerado do lado direito da estação de comboios – onde ainda passam comboios a vapor – onde está localizado o Hostel mas a parte principal fica acima do vale, para a esquerda da estação. Atravessa-se a ponte, sobe-se uma rua ladrilhada e já está – o que é dizer pouco porque a minha resistência física está pelos cantos; cheguei lá acima a deitar, perdoem-me o coloquialismo, os bofes pela boca.

O centro da vila consiste numa rua principal que parece que parou no tempo. As casinhas são agora as típicas casas de chá, tem algumas lojas de lembranças originais – sabem perfeitamente o tipo de turismo que a aldeia atrai e jogam com isso e tem, obviamente, excelentes livrarias de livros em segunda mão e com algumas raridades das Brontë que fazem uma pobre rapariga como eu chorar de falta de dinheiro. Subindo mais um pouco chegamos ao largo da Igreja pelo qual entramos pelo lado direito que passa paralelamente ao cemitério e termina na casa da família. Uma visita à Igreja é mandatória:

Não se consegue perceber muito bem o que diz mas marca o sítio onde estão os corpos da Emily e da Charlotte. Segundo entendi, os restos mortais estão por baixo dos pilares. Mas já passou algum tempo e não me consigo recordar com certezas. Ainda a caminho da casa da família passamos pela escola onde a Charlotte deu aulas:

Entrada para a casa:

E o cemitério que ficava entre a casa de família e a Igreja – isto porque o Sr. Brontë era pároco.

Infelizmente não se podia fotografar dentro da casa pelo que este pequeno segmento vai parecer um bocadinho sensaborão. A casa é a perfeita casa de campo idílica. Pequena, aconchegada, com divisões pequeninas com sofás em redor da lareira. As divisões estão recriadas para a época e algumas contém mobília autêntica, como o cadeirão onde a Emily faleceu. Dei por um a olhar para ele durante uns bons minutos. Tanto génio ali ao ponto de desaparecer para sempre!… Noutras salas podemos ver um vestido da Charlotte, ver as pequenas mesas de escrita que as irmãs utilizavam, ler alguma correspondência, ver desenhos de Charlotte e aprender mais sobre o misterioso irmão Brontë. Qualquer admirador das irmãs, de qualquer uma das irmãs (a minha preferência vai para a Emily, no entanto) irá adorar a excelente exposição destes objectos de dia a dia por elas utilizados.

É nas traseiras da casa que se começam os passeios para as moorlands. Estando a viajar sozinha não me aventurei muito por aí além mas fiz questão de sentir o sítio.

Depois de visitar este lugar tornou-se para mim fácil perceber como é que as moorlands são quase um personagem em Wuthering Heights. É toda a realidade que Emily conhecia, vivendo para a lida doméstica e para a escrita. Eram o seu escape. Wuthering Heights nasceu do seu amor pelas moorlands, sem sombra de dúvida. E ainda hei-de lá voltar com companhia para ouvir o vento durante a noite.

Próxima excursão literária? Está difícil. Estamos na fase do orçamento.

Nota: Há um texto muito giro escrito pela Virginia Woolf sobre Haworth. Recomendo!